Galopeiiira, em Asunción no Paraguai!

O país escolhido da vez, para conhecermos, foi o Paraguai. Focamos em Asunción, que é a capital do país.  Decidimos ir em um feriado prolongado de SP e ficamos 6 dias e 5 noites (não precisa, tá). Entrei no avião e só pensava na Galopeira, juro, aliás ela tá bem aqui na minha cabeça enquanto eu escrevo. Você não conhece essa música? Então clica no link  e aguente as consequências, kkk. Aliás, só indo ao Paraguai eu percebi o quanto essa música foi bem feita, os arranjos são totalmente paraguaios, e tal. 

Chegamos lá e tive a impressão de estar chegando em São Paulo em 1989 (eu  não tinha nascido, mas lembro. kkk) , só que pior. Pelo que entendi o governo não é dos melhores, mas a iniciativa privada, principalmente os argentinos e brasileiros estão investindo bastante lá e trazendo muitas melhorias para a cidade. No aeroporto sua única opção é táxi (no estilo acenar na rua, nada de app), não há uber e eu não aconselho usar o transporte público de lá. 

Asunción é uma mistura de vários lugares do mundo, tem alguns lugares super bacanas, mas há muitas ruas sem sarjetas, calçadas, lixeiras e tal. As pessoas são super calmas e tranquilas, mesmo com o trânsito caótico, para elas está tudo bem, desde que tenham seu Tereré. Alias, gente, o guarda anda com o Tereré, a advogada, o pintor, o povo todo tem um cooler com o seu Tereré. Achei isso bem doido, meio estranho na verdade. E percebi que o cooler indica seu status social. 

Ficamos em 2 hotéis, mas o primeiro era simplesmente maravilhoso. Imagina um hotel boutique e temático, o Hotel Factoría é isso e muito mais, cada vez que você entra tem um detalhe novo que surge “do nada”. São poucos quartos, acho que 12, o staff é maravilhoso, o café da manhã na piscina, preparado para você, hum…. O Hotel fica bem próximo (íamos à pé) ao Paseo Carmelitas um lugar com vários bares, pubs e restaurantes. Super entrou no Top 10.

O segundo foi o Resort  Yacht y Golf, na beira do Rio Paraguai e distante de tudo, um lugar para você curtir, sem precisar sair de lá. Pelo menos, essa é a intenção de quem vai para lá.  O lugar tem tudo para ser maravilhoso, mas está precisando de uma atualização urgente, o serviço é bom, mas é de 1980, também, o quarto que ficamos era mais novinho e estava ótimo. Fomos em novembro de 2018, feriado no Brasil, o Resort estava lotado e não havia nada de recreação para crianças (eu não tenho filhos, ok, mas não tinha nada). As piscinas são duas, uma de 1980 e uma super legal que fica no Veranda que é onde tem o Casino, restaurante e festas, a melhor parte do complexo (nosso Top 10). Nenhuma das duas piscinas tem serviço de bar ou de cozinha. Sério! Não há água, sorvete, drinks, cerveja, nada, nada, nada. Há apenas um guarda tomando o Tereré e controlando quem entra na piscina. Fiquei tão chocada, mas o pior, fiquei triste, de ver um complexo daquele tamanho, sem gerência, sem visão, sem nada. O quanto eles ganhariam de dinheiro ali, com todo aquele povo na piscina, mas não. 

Asunción tem uns restaurantes que valem muito a visita, mas o meu preferido foi o Tierra Colorada, que está no no Top 50 Latin America’s, o atendimento foi impecável, a comida maravilhosa e o preço muito justo. Recomendo fazer reserva, pois tentamos voltar e não conseguimos, sem reserva. O restaurante do Veranda, dentro do Resort, também foi uma experiência muito boa, fomos atendidos pela Alessandra, uma brasileira, que nos atendeu com muita simpatia e competência. Comemos o prato com Surubí nas duas vezes que fomos, mas tinha uma carne lá que parecia ser maravilhosa.

Jantamos, também no Paraqvaria (dentro do Hotel La Misión, um Hotel novo no bairro de La Morra, que seria uma opção ao Hotel Facória), eu comi bem, um prato com frutos do mar, mas o meu marido pediu uma carne que estava queimada por fora e sem sabor. Quando você fala de Asunción todo mundo indica o Bolsi, fica no centro, o melhor para comer as comidas típicas deles, mas os pratos são maravilhosos visualmente. Quanto às comidas típicas, preciso ser honesta, só gostei do M´beju e um bolinho de carne, apenas. A Sopa paraguaia, com todo respeito, prefiro não comentar, e a  Chipa deles é massuda e tem erva doce, ou seja, não curti. 

Já que tinha um La Cabrera (churrascaria argentina muito boa) por lá, resolvemos almoçar um dia, mas foi decepcionante. As linguiças de entrada estavam ótimas, mas a carne demorou e parecia ter sido feita na chapa e sem tempero, infelizmente. Em compensação um simples lugar chamado El Café de Acá, foi uma grande surpresa, lugar fofo, com comidinhas e lanches e uma empanada de comer rezando e me fazer voltar 3 vezes. Quase em frente tem a Pastelería Ceci Gross, uma doceria muito famosa que tem uma vitrine linda, com um bolo de chocolate, que estava bom também (não sou boa para falar de doces, não é minha preferência).

Vamos falar de turismo, né? Como eu já disse Asunción não está nos seus melhores momentos, nas coisas públicas, então o turismo tradicional fica prejudicado. Passamos pelo El Palacio de Los Lopez (não pudemos entrar, por causa do Presidente), Museo del Cabildo (Centro Cultural de la Republica), Catedral Metropolitana, Congresso (só dá pra visitar se estiver de calça comprida, horário comercial), Iglesia de la Encarnación, Panteón nacional de Los Heroes (bem legal, com uma feirinha de toalhas típicas do Paraguai), Avenida de La Playa Costanera (calçadão novo na beira do rio), Bairro Loma San Jeronimo (mistura de Favela do Vidigal com Caminito, meio zuado, deserto e sujo, o bar Koape vale uma visita, tem uma vista, não é a vista do Vidigal, da cidade e do rio). Tem vários outros lugares como o Museu do Futebol Sulamericano que acabamos não indo, mas parece ser legal. O Site do Paraguay tem as informações sobre os lugares.

El Palacio de Los Lopez

Para os que são como eu e sempre curtem ver uma lojinha, um shopping, coisas assim, recomendo o Shopping Paseo La Galeria, o melhor. Tem o Paseo Del Sol e Mariscal, mas é só. PS: tem muita loja brasileira.

Dicas gerais: 

  • É obrigatória a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela. Para quem pensa em emitir o Certificado na Anvisa dos aeroporto brasileiros verifique sempre o horário de funcionamento. Sério isso, muita gente não embarca porque deixa para fazer o certificado no aeroporto e a Anvisa está fechada (feriados, finais de semana, etc.)
  • A moeda do Paraguai é o Guarani, mas eles aceitam os nossos reais e dólares. O Banco mais visto no Paraguai é o Banco Itaú, o saque pode ser efetuado nos diversos caixas eletrônicos espalhados pela cidade, basta fazer o aviso viagem.
  • Voamos de Gol e fizemos o trecho do Aeroporto de Guarulhos até o Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi em 2 horas, super tranquilo.
  • O clima no Paraguai é o mesmo do nosso Estado de Mato Grosso do Sul, ou seja, fomos em novembro e estava um calor de derreter, um sol e meio para cada um.
  • Para quem gosta de comprar bebidas em viagens, o Paraguai, tem valores ótimos para vinhos argentinos e chilenos, principalmente, e para os Gins também. Compramos nossas garrafas em um supermercado bem legal que chama Casa Rica e na La Bodega del Mundo (que tem várias lojas espalhadas pela cidade).

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